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Igrejinha 308 sul

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A história

A ordem para construir a Igrejinha foi de Juscelino Kubitschek, com o objetivo de pagar uma promessa de sua esposa, Sarah Kubitschek, feita para curar sua filha. Por isso, a igreja foi construída em 100 dias e inaugurada em 28 de junho de 1958.
Palavras do Papa Pio XII na sua mensagem inaugural da Igrejinha em 1958 “A igreja de N. Sra. de Fátima de Brasília será centro irradiador de intensa fé cristã”

O prédio foi tombado como patrimônio cultural e histórico nacional em dezembro de 1987.

A estrutura

A capela foi projetada por Oscar Niemeyer e "decorada" por Athos Bulcão, que distribuiu seus azulejos pelo interior e ao longo da fachada da igreja. Sua estrutura remete a um chapéu de freiras.

Atualmente, o Santuário tem um projeto de melhoramento acústico, divulgado no site, que busca arrecadar fundos para tal realização:
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Funcionamento

Atualmente o Santuário tem todas as pastorais organizadas e atuantes, com coral bem preparado. A paróquia tem 4 sacerdotes, que atendem diariamente aos fiéis, com 1 missa diária nos dias de semana e 3 missas aos domingos.

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O desenho original do painel foi feito por Alfredo Volpi, de uma Nossa Senhora com o menino Jesus no colo, ambos sem rosto. Como era uma patrimônio tombado pelo Iphan, foi tentado ao máximo recuperar a pintura original. Mas, como isso não foi possível, o artista Francisco Galeno foi chamado para fazer novos painéis.

O artista responsável pela obra, Francisco Galeno, desenhou a Virgem Maria, sem rosto e com uma pipa nas mãos (pipas e flores foram criadas para representar a alegria das crianças que teriam avistado a Virgem Maria em Fátima, Portugal.), o rosário é um carretel de linha, a coroa é decorada com flores e o fundo da imagem com o tom de azul que impera na fachada da capela, nos azulejos de Athos Bulcão.

Assim como Volpi, Galeno, em 2009, que, como Volpi, misturou o sagrado ao profano é um conjunto de transformações estéticas, que retrata diversidade e os contrastes da cultura brasileira.

Apesar da similaridade entre a linguagem de Volpi e Galeno, a obra foi motivo de grande polêmica entre os fiéis que chegaram a articular um protesto por meio de um abaixo assinado. Mas, prevaleceu o bom senso. A criação de Galeno permanece como ornamento do interior.

O professor Elfrance Gomes dos Santos, 55, que frequenta a capela há 10 anos, disse, em defesa de Galeno: “As pessoas têm de entender que esta é uma igreja moderna, que não combina com imagens clássicas”

Antigo Painel da Igrejinha

BIBLIOGRAFIA:

http://inspiresenasobrasdopas.blogspot.com/2017/03/pesquisa-de-analises-da-obra-mural-da.html
http://fbroberta.blogspot.com/2017/06/arquitetura-moderna.html
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2018/03/13/interna_cidadesdf,665639/simbolo-da-fe-catolica-em-brasilia-igrejinha-completa-60-anos.shtml
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2009/06/13/interna_cidadesdf,118251/pintura-polemica-da-igrejinha-da-307-308-sul-sera-retomada.shtml
https://prezi.com/_8hmvr5h3zq3/arquitetura/
http://www.pnsfatimabsb.com.br/media/k2/items/cache/0d1fd34f22c9730e91eb5170fbddc114_L.jpg

Memorial Darcy Ribeiro - Beijódromo

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"Um espaço ao ar livre, na grama, nos degraus - um espaço bem a gosto de Brasília, em que podia fazer seresta, as pessoas poderiam estar em volta se beijando, namorando. Para uso noturno, principalmente", era o que Darcy queria. Porém, Darcy não viu pronta a construção. O prédio da Fundação foi concluído em 2010.

Então, seu amigo Lelé começou os esboços não de um memorial, ou de uma fundação, menos ainda uma biblioteca ou um beijódromo. Desenhou "o sonho do amigo Darcy Ribeiro, sua última morada, a casa que ficou lhe devendo desde os anos 1960, quando, desbravando a imensidão do cerrado, impressionavase com o céu repleto de estrelas que se confundia com a linha do horizonte."

Darcy queria uma sala ampla, com estantes deslizantes onde os alunos pudessem tocar e escolher os livros pesquisados, como quem fala com eles. Darcy sonhava com uma casa aberta, chegou a pensar em um espaço para instalar redes, um redódromo, no Beijódromo. Solicitou ao Arquiteto que inventasse uma “casa digna” para guardar seus livros e lembranças.

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Tanto pode lembrar um disco voador (o lado empreendedor de Darcy Ribeiro), quanto uma maloca indígena (o lado antropólogo) - assim Lelé define o Memorial erguido na UnB, um projeto que reflete a dualidade entre o passado e o modo de ser de Darcy. Foi o próprio Darcy Ribeiro quem incentivou Lelé a aprender como os índios construíam.

Foram cinco meses para detalhamento, fabricação e montagem do edifício; 2.544m² de área coberta, mais 1.030m² do lago circundante; 5,5 milhões de reais gastos com a construção e todo os móveis do edifício.


DE LELÉ PARA DARCY
"Darcy, 
          Foi assim que concebi uma 'casa digna' para guardar seus livros, seu 'beijódromo' e tudo o mais que você imaginar. Lembra um pouco um disco voador ou uma mistura de maloca dos xavantes com a dos kamayanás, que você tanto admira. 

          Sua característica marcante: uma grande cobertura, com 34 m de diâmetro e com um círculo central de 12 m, vazado, revestido de policarbonato transparente com lâminas externas de fibra de vidro, que evitam a transferência de calor para o interior. Na projeção dessa grande claraboia, um jardim de água viçoso (com árvores e beija-flores) que se integra aos dois pavimentos do edifício.               

          Para garantir seu conforto interno, imaginei circulação de ar por conversão e forçada por exaustores localizados no topo da cobertura. Nos meses de seca, nebulizacão mecânica da água do lago, criando uma espécie de névoa, será uma boa solução (mesmo correndo o risco de dar ao edifício um certo ar extraterreno) para aumentar o teor de umidade do ar insuflado e consequentemente estabelecer um microclima interno, mais ameno e necessário à preservação dos livros (...). 

 Seu amigo, Lelé.  Brasília, 1996"
Outras obras de Lelé (João Filgueiras Lima):
Layout por sofia santin✖